LETTERS IN STEEN EN PORTUGAL

WELKOM - SEJA BEM-VINDO

Van Jeroen Boudens leerde ik letters in steen verwerken. Muziek bracht mij naar Portugal waar ik verliefd werd op het land, zijn inwoners en fado. Van deze passies heb ik een cocktail gemaakt, met behoorlijk wat muziek toegevoegd. Welkom op deze blog waar je hopelijk ook jouw ding vindt.

Jeroen Boudens ensinou-me a escultura das letras em pedra. A música trouxe me a Portugal onde apaixonei-me pelo paÍs, pelos habitantes e pelo fado. Destas paixões fiz um cocktail, colocando bastante música. Seja bem-vindo neste blog e espero que vá gostar. (Sou belga, então peço desculpa por erros de tradução)

18 mei 2013

EERSTE LUCHT OVERSTEEK VAN DE ZUID-ATLANTISCHE OCEAAN
PRIMEIRA TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO SUL

Leça de Palmeira
Op het fort van Leça de Palmeira (Porto) vond ik deze mooie steen, een eerbetoon aan Gago Coutinho en Sacadura Cabral. Deze twee Portugese vliegeniers maakten in 1922 de eerste oversteek door de lucht van de Zuid-Atlantische oceaan, met een watervliegtuig. Ter gelegenheid van 100 jaar Braziliaanse onafhankelijkheid maakten ze de eerste luchtverbinding tussen Brazilië en Portugal. Cago Coutinho ontwierp hiervoor een sextant met kunstmatige horizon, een revolutionaire uitvinding voor de toenmalige luchtvaart die hem wereldberoemd zou maken. Ze werden als helden onthaald en er staat ook nog een heel mooie steen in Mindelo (Kaapverdië).

Mindelo




Na fortaleza da Leça de Palmeira (Porto) encontrei esta bela pedra, homenagem a Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Em 1922 estes dois aviadores portugueses fizeram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, num hidroavião. No contexto das comemorações do Primeiro Centenário da Independência do Brasil fizeram a primeira ligação aérea entre o Brasil e Portugal. Para isso Gago Coutinho criou um sextante com horizonte artificial, uma invenção revolucionária para a navegação aérea à época, que torna-lo-ia famoso mundialmente. Eles foram recebidos como heróis, e há também uma pedra comemorativa muito bonita em Mindelo (Cabo Verde).


    WIKIPEDIA.Portugal     


13 mei 2013

BELGO-PORTUGEES IN FINALE ‘THE VOICE-FRANCE’
BELGO-PORTUGUÊS NA FINAL DO CONCURSO ‘THE VOICE-FRANCE’
Nuno Resende werd in 1973 geboren in Porto, maar groeide op in België en woont in Namur. In 2005 vertegenwoordigde hij dit land op het Eurovisie songfestival maar haalde de finale niet. In Frankrijk speelde hij in verschillende musicals (o.a. Roméo et Juliette, Les Demoiselle de Rochefort, Grease, Mozart l'opéra rock).
Vorige zaterdag plaatste hij zich voor de finale van ‘The Voice – La plus belle voix’ op het franse kanaal TF1. Toeval wil dat deze finale doorgaat komende zaterdag, op het moment dat ook Eurovisie 2013 plaats vindt. (om 20.50 uur, 19.50 in Portugal).
Nuno Resende – Le Grand Soir - 2005 (bron/fonte:  youtube.com/watch?v=GFf1XS2P2hg) 


Nuno Resende nasceu no Porto, em 1973, mas cresceu na Bélgica e vive em Namur. Em 2005 representou este país no Festival Eurovisão da Canção, mas não chegou à final. Na França actuou em vários musicais (incluindo Romeo et Juliette, Les Demoiselle de Rochefort, Grease, Mozart l'opéra rock).
No sábado passado classificou-se para a final do programa ‘The Voice - La plus belle voix’ no canal francês TF1 (equivalente a ‘A Voz de Portugal’). Por coincidência este final terá lugar no próximo sábado, no momento em que se realize Eurovision 2013. (às 20.50 horas, 19.50 em Portugal).

11 mei 2013




CASULO :  NIEUWE ALBUM VAN MÁRCIA
CASULO : NOVO ALBUM DE MÁRCIA

Begin volgende week ligt de tweede cd van Márcia in de winkels.
Het volledige album kan je hier al beluisteren: http://ipsilon.publico.pt/musica/critica.aspx?id=319668

In de bijhorende mening van criticus Gonçalo Frota kan ik mij vinden:
Bij het beluisteren van Casulo laat zich onmiddellijk een eerste conclusie te trekken: laat alle hoop varen op een voortzetting of equivalent van ‘A Pele que Há em Mim’. Voor de zekerheid een tweede en derde beluistering en het wordt nog duidelijker dat Márcia onder geen beding het duet met JP Simões (en de virale effecten ervan) wilde herhalen. Meer dan dat: ze lijkt zelfs de zweem van pop, die er nog was op de cd Dá, te hebben opgegeven. De gecontroleerde uitbundigheid van het vorige album, versterkt door de productie van Walter Benjamin, wordt op Casulo een rode draad van soberheid doorheen het volledige album.
Deze geweldige en solide balans wordt nergens bedreigd. Nooit wordt de ruimte rond de stem van Marcia ingevuld door de verleiding om te ‘vullen’ om te verbergen - wat gebeurt is precies het tegenovergestelde, van elk instrument wordt de rechtvaardiging van de absolute noodzaak van aanwezigheid vereist. Vandaar dat het geïsoleerde onregelmatige slagwerk in ‘Decanto’, de plotselinge verschijning van een Samuel Úria in de crescendo finale van ‘Menina’, een duidelijke toepassing van refreinen met pop in de goede zin in ‘Deixa-me Ir’ of de notoire aanwezigheid van rumoerige elektrische gitaar op ‘Hora Incerta’ perfect in hun context passen, zachtjes verwerkt in een reeks songs (van een uitzonderlijke melodische charme) met een overtuiging die alleen mogelijk is bij iemand die afziet van elke vorm van aanstellerij.
Overigens elke mogelijke aanwezige universele parallel vertoont dezelfde onverschilligheid voor wanhopige roep om aandacht: de dynamiek van ‘Decanto’ zou die van Bon Iver kunnen zijn, het zou niet verbazen als Úria zo zou zingen op een plaat van Sergio Godinho, ‘Deixa-me Ir’ zou niet misstaan als compositie voor Aimee Mann, de elektrische gitaren zouden het goed doen op het album dat Diva maakte met Adolfo Luxúria Canibal.
Casulo klinkt als de mooiste der anticlimaxen. Niet omwille van  een teleurstelling, maar omdat de muziek van Márcia heruitgevonden wordt zoals we nooit hadden verwacht. Ze geeft niet toe aan verwachtingen, heeft er ook geen schrik van, gaat er niet tegen in, zet ze gewoon aan de kant en ontneemt ze alle macht door ze te negeren.


Het nieuwe album wordt voorgesteld in Lissabon in Cinema São Jorge op 14 mei om 21 uur.
(Zie ook item dd 3/3/2011).

(bron/fonte :  youtube.com/watch?v=pgZOwb40wUE) 

O segundo CD de Márcia chega às lojas na semana que vem.
Já pode ouvir o álbum inteiro aqui: 

Concordo com a opinião do crítico Gonçalo Frota:
“Há uma primeira conclusão a tirar assim que se acaba de ouvir Casulo: quem por aqui se aventurar pode deixar à porta qualquer esperança de dar de caras com uma continuação ou um equivalente de ‘A Pele que Há em Mim’. Ouve-se uma segunda e uma terceira vez para ter a certeza e torna-se ainda mais evidente que, nem por sombras, Márcia tentou repetir o dueto (e os efeitos da partilha viral) com JP Simões. Mais do que isso: parece até ter limpado o rasto pop que existia em Dá. Aquilo que havia de controlada exuberância no disco anterior, potenciada pela produção de Walter Benjamin, transforma-se em Casulo num fio inquebrantável de sobriedade que perpassa todo o disco.
Esse espantoso e sólido equilíbrio nunca se vê posto em perigo. Nunca o espaço em redor da voz de Márcia é ocupado pela tentação de ‘encher’ para esconder - o que acontece é precisamente o contrário, pedese a cada instrumento que justifique a absoluta necessidade da sua presença. Daí que a bateria solitariamente desgovernada de ‘Decanto’, a súbita entrada em cena de um Samuel Úria no final em crescendo de ‘Menina’, a assunção mais clara da existência de refrães de acordo com o bom senso pop de ‘Deixa-me Ir’ ou o visto temporário para a visita de guitarra eléctricas agitadas em ‘Hora Incerta’ não deixem de aparecer perfeitamente contextualizados, pousado suavemente sobre um conjunto de canções (de um charme melódico invulgar) com a confiança que só é possível a quem prescinde de qualquer espalhafato.
Aliás, tudo o que de aqui se possa extrair de universos paralelos mantém esse desinteresse por chamadas de atenção desesperadas: a dinâmica de ‘Decanto’ poderia vir dos Bon Iver, Úria não espantaria a cantar assim num disco de Sérgio Godinho, ‘Deixa-me Ir’ convenceria como composição para Aimee Mann, as guitarras eléctricas cairiam bem no álbum dos Diva partilhado com Adolfo Luxúria Canibal.
Casulo soa ao mais belo dos anticlímaxes. Não por decepção, mas porque reconfigura a música de Márcia como não esperávamos que acontecesse. Não cede às expectativas, não treme na sua presença, não as hostiliza; apenas lhes passa ao lado, ignorando-as e não lhes dando qualquer poder.”
O novo disco será apresentado em Lisboa no Cinema São Jorge a 14 de maio às 21 horas.
(Vejam tmbém o item do 3/3/2011)

24 apr. 2013


MANUEL FREIRE EN 25 APRIL
MANUEL FREIRE E O 25 DE ABRIL
In 1942, exact 32 jaar voor de Anjerrevolutie werd Manuel Augusto Coentro Pinho Freire geboren in de buurt van Aveiro. Hij bracht zijn eerste EP uit in 1968 maar ontsnapte niet aan de censuur van het Salazar-regime. Wat later zette hij ‘Pedra Filosofal’ op plaat, een gedicht van António Gedeão. Deze hymne aan de vrijheid en de droom was eigenlijk een aanklacht tegen de dictatuur maar glipte door de mazen van de censuur en leverde hem in 1970 de prijs van de pers op. Het wordt als één van de ‘April-songs’ en symbool van de revolutie van 25 april beschouwd. Wat er ook van zij, het is en blijft een tijdloos mooi nummer.
(bron/fonte: youtube.com/watch?v=9r6FqT7F1s0)

Em 1942, exatamente 32 anos antes da Revolução dos Cravos, perto de Aveiro nasceu Manuel Augusto Coentro Pinho Freire. Ele lançou seu primeiro EP em 1968, mas não escapou da censura do regime de Salazar. Algum tempo depois gravou ‘Pedra filosofal’, um poema de António Gedeão. Este hino à liberdade e ao sonho era de facto um protesto contra a ditadura, mas passou pelas malhas da censura e rendeu-lhe o Prémio da Imprensa em 1970. É considerado uma das Canções de Abril e um símbolo da revolução do 25 de Abril. Seja como for, ainda é uma música intemporalmente bela.

 
Pedra Filosofal
eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento
bichinho álacre e sedento
de focinho pontiagudo
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento
eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel
base, fuste, capitel
arco em ogiva, vitral
pináculo de catedral
contraponto, sinfonia
máscara grega, magia
que é retorta de alquimista
mapa do mundo distante
rosa-dos-ventos, Infante
caravela quinhentista
que é cabo da Boa Esperança
ouro, canela, marfim
florete de espadachim
bastidor, passo de dança
Colombina e Arlequim
passarola voadora
pára-raios, locomotiva
barco de proa festiva
alto-forno, geradora
cisão do átomo, radar
ultra-som, televisão
desembarque em foguetão
na superfície lunar
eles não sabem, nem sonham
que o sonho comanda a vida
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança
                          © António Gedeão
 
Steen der wijzen
zij weten niet dat dromen
een constante in het leven is
zo concreet en omschreven
als eender wat
zoals deze grijze steen
waarop ik zit te rusten
zoals deze vredige rivier
met zijn serene deining
zoals deze hoge dennen
die in groen en goud wiegen
zoals deze vogels die krijsen
in bedwelmend blauw
 
zij weten niet dat dromen
wijn is, schuim, ferment,
een levendig en dorstig diertje
met spitse snuit
dat  alles omwoelt
in een oneindige activiteit
 
zij weten niet dat dromen
het canvas is, kleur, penseel
wortel, tronk, kapiteel,
spitsboog,  brandglas
pinakel op de kathedraal
contrapunt, symphonie,
Grieks masker, magie,
distilleerkolf van de alchemist is,
landkaart van een verre wereld
windroos, de Infant,
zestiende-eeuws karveel
Kaap de Goede Hoop is
 
goud, kaneel, ivoor
floret van de schermer
kader, danspas
Pierrot en Harlekijn
vliegend luchtschip,
bliksemafleider, locomotief
opgetooid schip
hoogoven, generator
atoomsplitsing, radar
ultrageluid, televisie
een ruimtetuig dat landt
op het maanoppervlak
 
zij weten niet, noch vermoeden zij
dat dromen het leven stuurt
dat  telkens iemand droomt
de wereld met stukken mooier wordt
als een gekleurde bal
in de handen van een kind
                                   © António Gedeão  - eigen vertaling




12 apr. 2013


CRISTINA EN HET WOORDENSPEL VAN CHICO
CRISTINA E O JOGO DE PALAVARAS DE CHICO
Op de laatste cd van Cristina Branco (‘Alegria’) staat een opmerkelijke cover, met name het nummer ‘Construção’. De Braziliaanse artiest zette het in 1971 op zijn gelijknamige LP en het wordt beschouwd als één der beste Braziliaanse nummers aller tijden.

Misschien ook actueler dan ooit, Rio de Janeiro staat immers onder immense druk om zijn patrimonium te renoveren in het licht van de komende Wereldbeker voetbal in 2014 en de Olympische Spelen in 2016.

 Cristina Branco - Construção (bron/fonte: youtube.com/watch?v=jZypM7pPeeo)


Chico Buarque - Construção (bron/fonte: youtube.com/watch?v=jzWI_JjFBr0)


No último álbum de Cristina Branco (‘Alegria’) encontra-se um cover notável, a saber o tema ‘Construção’. O artista brasileiro gravou-o no seu LP homónimo em 1971 e é considerada uma das melhores canções brasileiras de todos os tempos.
Talvez ainda mais relevante do que nunca, Rio de Janeiro está sob imensa pressão para renovar o seu património à luz da próxima Copa do Mundo de futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.

Construção
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
                                               © Chico Buarque
Bouwwerk
Hij vrijde die keer als was het de laatste keer
Zoende zijn vrouw als was het de laatste
En elk van zijn kinderen als wat het zijn enige
Stak de straat over met zijn verlegen pas
Klom op het bouwwerk als was hij een machien
Metste op de overloop vier stevige muren
Steen op steen in een magische tekening
Zijn ogen wazig door cement en tranen
Zette zich te rusten als was het zaterdag
At zijn rijst met bonen als was hij een prins
Dronk en snikte als was hij een drenkeling
Danste en lachte als hoorde hij muziek
Struikelde in het zwerk als was hij beschonken
En zweefde door de lucht als was hij een vogel
En stuikte op de grond als een slappe bundel
Lag te zieltogen op de openbare weg
En stierf tegenrichting het verkeer blokkerend
Hij vrijde die keer als was hij de laatste
Zoende zijn vrouw als was zij de enige
En elk van zijn kinderen als was het de verloren zoon
Stak de straat over met zijn beschonken pas
Klom op het bouwwerk als was het stevig
Metste op de overloop vier magische muren
Steen op steen in een logische tekening
Zijn ogen wazig door cement en verkeer
Zette zich te rusten als was hij een prins
At zijn rijst met bonen als was hij de max
Dronk en snikte als was hij een machien
Danste en lachte als was hij de volgende
Struikelde in het zwerk als hoorde hij muziek
En zweefde door de lucht als was het zaterdag
En stuikte op de grond als een verlegen bundel
Lag te zieltogen op de ondergelopen weg
En stierf tegenrichting het publiek blokkerend
Hij vrijde die keer als was hij een machien
Zoende zijn vrouw als was het logisch
Metste op de overloop vier slappe muren
Zette zich te rusten als was hij een vogel
En zweefde door de lucht als was hij een prins
En stuikte op de grond als een beschonken bundel
En stierf tegenrichting de zaterdag blokkerend
                    © Chico Buarque - eigen vertaling